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Resumo do conteúdo:

  • Tumor na hipófise é geralmente benigno, alterações hormonais, dores de cabeça e problemas de visão.
  • O diagnóstico é feito principalmente por ressonância magnética, e o tratamento pode incluir medicamentos, cirurgia ou radioterapia.

O que é tumor na hipófise?

O tumor na hipófise é um crescimento anormal de células na hipófise, uma pequena glândula localizada na base do cérebro. Os sintomas variam conforme o tamanho do tumor e a produção de hormônios.

A hipófise controla várias funções do organismo, como crescimento, metabolismo, reprodução e resposta ao estresse, por meio da produção de hormônios. A maioria dos tumores surge sem causa conhecida e se desenvolve lentamente ao longo dos anos.

Na maior parte dos casos, trata-se de um tumor benigno chamado adenoma hipofisário. Mesmo não sendo câncer, pode causar impacto importante na saúde. O tratamento depende do tipo, tamanho e produção hormonal do tumor.

Quais são os sintomas de tumor na hipófise?

Os principais sintomas de tumor na hipófise são:

  • Dor de cabeça persistente;
  • Alterações da visão, principalmente perda da visão lateral;
  • Produção de leite pelas mamas fora da amamentação (galactorreia);
  • Alterações menstruais, infertilidade ou diminuição da libido;
  • Ganho de peso, rosto arredondado ou alterações corporais típicas de excesso hormonal;
  • Crescimento de mãos, pés ou alterações faciais (acromegalia).

Esses sintomas podem variar de acordo com o tipo de tumor, seu tamanho e se produzem hormônios em excesso.

Alguns tumores não provocam sintomas no início e podem ser descobertos durante exames realizados por outros motivos.

Tumor na hipófise é câncer?

Na maioria dos casos, não. Cerca de 95% dos tumores hipofisários são benignos, ou seja, não se espalham para outros órgãos.

Mesmo sendo benignos, podem causar problemas importantes ao alterar a produção hormonal ou comprimir estruturas próximas, como os nervos responsáveis pela visão.

Os tumores malignos da hipófise, chamados carcinomas hipofisários, são extremamente raros.

O que causa tumor na hipófise?

Na maioria das vezes, não é possível identificar uma causa específica para o surgimento do tumor. Alguns fatores associados incluem:

  • Alterações genéticas adquiridas nas células da hipófise;
  • Síndromes hereditárias raras, como a neoplasia endócrina múltipla tipo 1 (MEN1);
  • Histórico familiar de tumores hipofisários (menos comum);
  • Mutações genéticas específicas relacionadas a determinados subtipos.

Até o momento, não foram identificados fatores ambientais ou hábitos de vida com associação causal consistente ao desenvolvimento da doença. A maioria dos casos ocorre de forma isolada.

Tumor na hipófise é hereditário?

Na maioria das vezes, não. Apenas uma pequena parcela está relacionada a síndromes genéticas familiares.

Qual médico trata o tumor na hipófise?

O endocrinologista é o especialista mais frequentemente envolvido na avaliação e no acompanhamento do tumor na hipófise.

Quando existe necessidade de cirurgia, o acompanhamento também envolve o neurocirurgião. Em casos com alterações visuais, pode ser necessária avaliação oftalmológica.

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Como é feito o diagnóstico do tumor na hipófise?

O diagnóstico do tumor na hipófise é feito por meio da avaliação dos sintomas, do histórico de saúde e dos sinais de alterações hormonais.

A confirmação geralmente é feita por exames de imagem.

Qual exame detecta tumor na hipófise?

A ressonância magnética da sela túrcica, região onde a hipófise está localizada, é considerada o principal exame para detectar tumor na hipófise.

Além da ressonância, podem ser solicitados exames hormonais, como prolactina, GH, IGF-1, ACTH, cortisol, LH, FSH e TSH, além da avaliação do campo visual quando existe suspeita de comprometimento da visão.

Em alguns casos, a tomografia computadorizada de sela túrcica pode ser usada para o planejamento cirúrgico.

Quais são os tipos de tumor na hipófise?

Os tumores hipofisários podem ser classificados conforme o tamanho, a produção hormonal e o comportamento biológico.

1. Adenoma hipofisário

O adenoma hipofisário é o tipo mais comum e geralmente é benigno. Pode ser dividido em:

  • Microadenoma, quando mede menos de 10 mm;
  • Macroadenoma, quando mede 10 mm ou mais;
  • Funcionante, quando produz hormônios em excesso;
  • Não funcionante, quando não provoca excesso hormonal.

Entre os adenomas funcionantes, destacam-se os prolactinomas, somatotropinomas, corticotropinomas e tireotropinomas.

2. Tumores hipofisários agressivos

Alguns tumores apresentam crescimento mais rápido, invasão de estruturas próximas ou maior risco de retorno após o tratamento.

Esses casos são menos comuns e exigem acompanhamento especializado e, muitas vezes, combinação de cirurgia, medicamentos e radioterapia.

3. Carcinoma hipofisário

O carcinoma hipofisário é um tumor maligno extremamente raro, correspondendo a menos de 0,5% dos tumores na hipófise. Sua principal característica é a capacidade de formar metástases, ou seja, atingir outras partes do organismo.

Representa uma pequena fração dos tumores da hipófise e costuma surgir após múltiplas recorrências de prolactinomas ou corticotropinomas.

Quais são os tratamentos para tumor na hipófise?

O tratamento depende do tamanho do tumor, da presença de sintomas e da produção hormonal. As opções podem incluir:

  • Acompanhamento com exames periódicos, em tumores benignos pequenos sem sintomas;
  • Medicamentos, especialmente para prolactinomas, para controlar hormônios ou reduzir o tumor;
  • Cirurgia para remoção do tumor, geralmente indicada para tumores maiores ou que comprimem estruturas à sua volta;
  • Radioterapia, indicada em casos resistentes ou recorrentes após a cirurgia;
  • Combinação de diferentes abordagens quando necessário.

A escolha do tratamento é individualizada e considera as características de cada caso.

Como é feita a cirurgia de tumor na hipófise?

Na maioria dos casos, a cirurgia é realizada por via transesfenoidal. Nesse procedimento, o acesso ocorre pelo nariz por endoscopia endonasal, sem necessidade de abrir o crânio.

Com auxílio de equipamentos de vídeo e instrumentos delicados, o cirurgião alcança a hipófise e remove o tumor. Essa técnica costuma permitir recuperação mais rápida e menor risco de complicações.

Em tumores muito grandes ou que se estendem para outras regiões do cérebro, pode ser necessária uma abordagem cirúrgica diferente.

Todo tumor na hipófise precisa de cirurgia?

Não. Alguns tumores são acompanhados apenas com exames, enquanto outros podem ser tratados inicialmente com medicamentos.

Tumor na hipófise tem cura?

Sim. Muitos casos podem ser curados ou permanecer controlados por longos períodos, dependendo do tipo tumoral, tamanho e resposta ao tratamento.

Os prolactinomas, por exemplo, frequentemente respondem bem aos medicamentos. Outros tipos podem ser curados após cirurgia ou permanecer controlados por muitos anos.

Mesmo após o tratamento, o acompanhamento regular costuma ser importante para monitorar possíveis recorrências e alterações hormonais.

Tumor na hipófise pode voltar após o tratamento?

Existe risco do tumor voltar (recorrência) em parte dos casos, motivo pelo qual o acompanhamento periódico é importante.

Quais as complicações do tumor na hipófise

Quando não tratado adequadamente, o tumor na hipófise pode causar complicações, como:

  • Perda parcial ou permanente da visão;
  • Hipopituitarismo;
  • Infertilidade;
  • Diabetes e pressão alta;
  • Problemas cardíacos e osteoporose;
  • Apoplexia hipofisária, uma emergência médica causada por sangramento ou interrupção do fluxo sanguíneo dentro do tumor.

As complicações do tumor na hipófise variam conforme o tamanho do tumor, os hormônios envolvidos e o tempo de evolução da doença.

Apesar dessas possíveis complicações, a maioria das pessoas apresenta boa evolução quando o diagnóstico é feito precocemente e o tratamento é realizado de forma adequada, com acompanhamento regular da função hormonal e da saúde visual.

Quais soluções a Rede D’Or oferece?

Na Rede D’Or você pode contar com diversos exames de diagnóstico para identificar o tumor na hipófise com precisão, além de profissionais especializados para indicar a melhor forma de tratamento e recomendar os medicamentos essenciais para a sua recuperação, se for preciso.

A Rede D’Or é a maior rede de saúde do Brasil. Está presente nos estados do Rio de Janeiro, Ceará, Paraná, Maranhão, de São Paulo, Minas Gerais, Pernambuco, Sergipe, Alagoas, Mato Grosso do Sul, da Bahia, Paraíba e no Distrito Federal.

O grupo é composto atualmente por hospitais próprios e clínicas oncológicas (Oncologia D’Or), além de atuar em serviços complementares com exames clínicos e laboratoriais, banco de sangue, diálise e ambulatórios de diversas especialidades.

Para garantir a excelência na prestação de serviços, a Rede D’Or adotou a Acreditação Hospitalar, processo de avaliação externa para examinar a qualidade dos serviços prestados conduzido por organizações independentes, como uma de suas principais ferramentas. Os hospitais do grupo já receberam certificações emitidas por organizações brasileiras, como a Organização Nacional de Acreditação (ONA), e internacionais, como a Joint Commission International (JCI), a Metodologia Canadense de Acreditação Hospitalar (QMENTUM IQG), e a American Society of Clinical Oncology (ASCO).

A Rede D’Or ainda oferece aos pacientes críticos o cuidado necessário no momento certo, o que leva a melhores desfechos clínicos e à alocação eficiente de recursos. Por isso, 87 UTIs do grupo receberam o certificado Top Performer 2022, concedido pela Epimed e AMIB – Associação de Medicina Intensiva Brasileira.

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