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Resumo do conteúdo:

  • Septicemia bacteriana do recém-nascido, ou sepse neonatal, é uma infecção grave que ocorre nos primeiros 28 dias de vida.
  • Pode causar febre ou hipotermia, dificuldade para respirar, alterações na alimentação e sonolência.
  • O tratamento deve ser iniciado rapidamente no hospital com antibióticos intravenosos e suporte intensivo para reduzir o risco de complicações.

O que é septicemia bacteriana do recém-nascido?

Septicemia bacteriana do recém-nascido, também conhecida como sepse neonatal, é uma infecção grave causada por bactérias que pode ocorrer nos primeiros 28 dias de vida.

A doença acontece quando o organismo responde de forma desregulada à infecção, desencadeando uma resposta inflamatória sistêmica que pode comprometer rapidamente o funcionamento de órgãos vitais.

Essa infecção é uma das maiores causas de complicações em recém-nascidos prematuros ou com baixo peso ao nascer. O diagnóstico e o tratamento precoces são fundamentais para reduzir riscos de complicações graves.

Quais são os sintomas de septicemia bacteriana do recém-nascido?

Os principais sintomas de septicemia bacteriana do recém-nascido são:

  • Febre ou temperatura corporal baixa (hipotermia);
  • Dificuldade para respirar, respiração acelerada ou pausas respiratórias;
  • Alterações nos batimentos cardíacos;
  • Sonolência excessiva, irritabilidade ou dificuldade para mamar;
  • Vômitos, distensão abdominal ou icterícia;
  • Alterações na pele, como manchas, palidez ou sangramentos.

Os sinais podem ser inespecíficos e se confundir com outras condições comuns do período neonatal. Por isso, qualquer suspeita deve ser avaliada imediatamente por uma equipe médica.

A sepse neonatal é uma emergência médica e geralmente exige internação em UTI Neonatal para monitorização contínua e início rápido do tratamento. A Rede D’Or conta com unidades de emergência abertas 24 horas por dia e prontas para te atender.

Como fica um bebê com sepse?

Um bebê com sepse pode apresentar alterações no comportamento, dificuldade para se alimentar, mudanças na respiração e variações na temperatura corporal. Em alguns casos, a piora ocorre rapidamente, tornando o reconhecimento precoce dos sinais essencial.

O que causa septicemia bacteriana do recém-nascido?

A septicemia neonatal é causada por bactérias que entram na corrente sanguínea do recém-nascido e desencadeiam uma resposta inflamatória desregulada do organismo.

Essa resposta pode comprometer a circulação, a respiração e o funcionamento de diversos órgãos.

Os principais microrganismos envolvidos incluem Streptococcus do grupo B (Streptococcus agalactiae), Escherichia coli, Staphylococcus aureus e Listeria monocytogenes.

Quais são os fatores de risco para septicemia bacteriana do recém-nascido?

Os principais fatores de risco incluem:

  • Prematuridade e baixo peso ao nascer;
  • Rompimento da bolsa por período prolongado antes do parto;
  • Infecção urinária materna durante a gestação;
  • Febre materna durante o parto;
  • Infecção das membranas que envolvem o bebê (corioamnionite);
  • Gestação múltipla.

O pré-natal adequado permite identificar e tratar fatores de risco, reduzindo a ocorrência principalmente da sepse neonatal precoce.

Quais são os tipos de septicemia bacteriana do recém-nascido?

A septicemia bacteriana do recém-nascido pode ser classificada em dois tipos:

1. Sepse neonatal precoce

A sepse neonatal precoce ocorre até 72 horas após o nascimento e geralmente está relacionada à transmissão de bactérias da mãe para o bebê durante a gestação ou parto.

2. Sepse neonatal tardia

A sepse neonatal tardia acontece após 72 horas de vida e pode estar associada a infecções hospitalares (adquiridas na UTI Neonatal) ou no ambiente comunitário após a alta.

Como é feito o diagnóstico da septicemia bacteriana do recém-nascido?

O diagnóstico da sepse neonatal combina a avaliação dos sintomas, fatores de risco e exames laboratoriais.

A hemocultura é um dos principais exames para identificar a bactéria responsável pela infecção. Outros exames também podem ajudar na avaliação, como hemograma, proteína C-reativa (PCR), procalcitonina e exames para avaliar alterações metabólicas.

Quando há suspeita de meningite, o médico pode indicar a realização de punção lombar para análise do líquor, conforme a condição clínica do recém-nascido.

Qual médico trata a septicemia bacteriana do recém-nascido?

O tratamento é conduzido pelo neonatologista, com participação do pediatra e, quando necessário, de infectologistas pediátricos e intensivistas da UTI Neonatal.

Quais são os tratamentos para septicemia bacteriana do recém-nascido?

O tratamento da septicemia bacteriana do recém-nascido é feito em ambiente hospitalar e inclui:

  • Antibióticos administrados na veia e ajuste da medicação conforme o resultado das culturas e do antibiograma;
  • Hidratação venosa e oxigenoterapia, quando necessária;
  • Medicamentos para manter a pressão arterial e o funcionamento dos órgãos, nos casos mais graves;
  • Monitorização contínua em ambiente hospitalar.

O tratamento deve ser iniciado o mais rapidamente possível, mesmo antes do resultado definitivo das culturas, quando existe forte suspeita clínica.

Septicemia bacteriana do recém-nascido tem cura?

Sim, a sepse neonatal tem cura, especialmente quando identificada e tratada nas fases iniciais. A evolução depende de fatores como o tipo de bactéria, a gravidade da infecção e as condições gerais do recém-nascido.

Mesmo após a recuperação, alguns bebês podem precisar de acompanhamento para avaliar possíveis sequelas relacionadas ao desenvolvimento neurológico, principalmente após quadros graves.

Como prevenir a septicemia bacteriana do recém-nascido?

Para prevenir a septicemia bacteriana do recém-nascido, é recomendado:

  • Acompanhamento pré-natal adequado durante a gestação;
  • Fazer o rastreamento para estreptococo do grupo B entre 35 e 37 semanas de gestação, quando indicado;
  • Tratar infecções maternas durante a gravidez;
  • Utilizar antibióticos durante o trabalho de parto quando houver indicação médica;
  • Manter higiene rigorosa nas UTIs Neonatais.

Também é importante minimizar procedimentos invasivos no recém-nascido e utilizar cateteres venosos centrais apenas quando realmente necessários, seguindo protocolos de prevenção de infecções.

Essas medidas ajudam a reduzir o risco tanto da sepse neonatal precoce quanto da tardia

Quais as complicações da septicemia bacteriana do recém-nascido?

A sepse neonatal pode causar falência de múltiplos órgãos, meningite, hemorragia cerebral, enterocolite necrosante e alterações pulmonares. Em casos graves, pode levar a sequelas neurológicas e do desenvolvimento.

A evolução depende da rapidez do diagnóstico, do agente causador, da resposta ao tratamento e das condições clínicas do bebê.

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Quais soluções a Rede D’Or oferece?

Na Rede D’Or você pode contar com diversos exames de diagnóstico para identificar a septicemia bacteriana do recém-nascido com precisão, além de profissionais especializados para indicar a melhor forma de tratamento e recomendar os medicamentos essenciais para a sua recuperação, se for preciso.

A Rede D’Or é a maior rede de saúde do Brasil. Está presente nos estados do Rio de Janeiro, Ceará, Paraná, Maranhão, de São Paulo, Minas Gerais, Pernambuco, Sergipe, Alagoas, Mato Grosso do Sul, da Bahia, Paraíba e no Distrito Federal.

O grupo é composto atualmente por hospitais próprios e clínicas oncológicas (Oncologia D’Or), além de atuar em serviços complementares com exames clínicos e laboratoriais, banco de sangue, diálise e ambulatórios de diversas especialidades.

Para garantir a excelência na prestação de serviços, a Rede D’Or adotou a Acreditação Hospitalar, processo de avaliação externa para examinar a qualidade dos serviços prestados conduzido por organizações independentes, como uma de suas principais ferramentas. Os hospitais do grupo já receberam certificações emitidas por organizações brasileiras, como a Organização Nacional de Acreditação (ONA), e internacionais, como a Joint Commission International (JCI), a Metodologia Canadense de Acreditação Hospitalar (QMENTUM IQG), e a American Society of Clinical Oncology (ASCO).

A Rede D’Or ainda oferece aos pacientes críticos o cuidado necessário no momento certo, o que leva a melhores desfechos clínicos e à alocação eficiente de recursos. Por isso, 87 UTIs do grupo receberam o certificado Top Performer 2022, concedido pela Epimed e AMIB – Associação de Medicina Intensiva Brasileira.

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