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Quando repetir exames do coração? Entenda a frequência ideal

Entenda quando repetir exames cardíacos e saiba quando procurar um cardiologista para prevenir doenças do coração.
Dr Marcus Bolivar Malachias.
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Cuidar da saúde do coração inclui realizar acompanhamento cardiológico regular, mesmo na ausência de sintomas. Muitas doenças cardiovasculares evoluem silenciosamente e podem ser identificadas precocemente por meio de exames preventivos e avaliação médica adequada.

A frequência ideal para repetir exames do coração depende de fatores como idade, histórico familiar, presença de doenças crônicas, sintomas e estilo de vida. Em geral, pessoas com fatores de risco cardiovasculares precisam de acompanhamento mais frequente com cardiologista.

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que as doenças cardiovasculares seguem como a principal causa de morte no mundo. Somente em 2022, elas foram responsáveis por cerca de 19,8 milhões de óbitos, o equivalente a aproximadamente 32% de todas as mortes globais.

Grande parte dessas doenças pode ser prevenida por meio do controle dos fatores de risco, realização de exames preventivos e acompanhamento cardiológico regular.

Uma das dúvidas mais comuns no consultório é sobre quando repetir exames do coração e qual a frequência ideal para o check-up cardíaco. Continue a leitura e entenda quando procurar avaliação cardiológica, quais exames podem precisar de repetição e quais sinais merecem atenção.

Quando repetir exames do coração?

Os exames cardiológicos ajudam a monitorar a saúde cardiovascular, identificar alterações precocemente e acompanhar fatores de risco que podem aumentar as chances de doenças do coração.

De acordo com o Dr. Arthur Felipe Giambona Rente, coordenador de Cardiologia da Rede D’Or São Luiz nas unidades São Luiz São Caetano e Villa-Lobos (SP), o risco cardiovascular muda ao longo da vida e pode aumentar conforme novos fatores surgem ou se intensificam.

O que influencia a frequência dos exames cardíacos?

“Repetir exames de forma adequada ajuda a identificar alterações silenciosas antes que elas se transformem em problemas maiores, como infarto, arritmias ou insuficiência cardíaca”, ressalta Dr. Rente, que atua em cardiologia clínica, cardiologia oncológica e cardiointensivismo.

Quais exames do coração podem precisar de repetição?

Dependendo da avaliação cardiológica e dos fatores de risco, o médico pode solicitar exames complementares para investigar alterações cardiovasculares.

Entre os exames mais comuns estão:

“O eletrocardiograma pode fazer parte da avaliação de rotina, especialmente após certa idade, antes de atividades físicas mais intensas ou quando há sintomas”, explica Dr. Rente.

Quem deve fazer acompanhamento cardiológico regular?

O acompanhamento cardiológico periódico costuma ser indicado principalmente para pessoas com maior risco cardiovascular.

Pessoas que precisam de avaliação cardiológica frequente

A avaliação preventiva costuma ser recomendada para:

Em alguns casos, o acompanhamento pode começar ainda mais cedo.

“Quem tem familiares próximos com infarto, AVC, morte súbita ou doença cardíaca precoce precisa de uma avaliação mais cuidadosa. Nesses casos, às vezes começamos o acompanhamento mais cedo e investigamos fatores de risco com mais atenção, como colesterol, pressão arterial, diabetes, obesidade e tabagismo. O objetivo é prevenir antes que a doença apareça”, explica Dr. Arthur Felipe Giambona Rente.

Doenças que exigem acompanhamento mais próximo

Algumas condições aumentam o risco cardiovascular e costumam exigir exames e consultas em intervalos menores:

  • Hipertensão arterial;
  • Diabetes;
  • Colesterol alto;
  • Doença renal;
  • Obesidade.

“A periodicidade depende do controle da doença e do risco individual. Um paciente diabético ou hipertenso mal controlado, por exemplo, pode precisar de exames e consultas em intervalos menores do que uma pessoa sem fatores de risco”, afirma o cardiologista.

Qual a frequência ideal para repetir exames do coração?

Não existe uma frequência única para repetir exames do coração. O intervalo varia conforme idade, histórico familiar, sintomas, presença de doenças crônicas e risco cardiovascular.

De forma geral:

Perfil do paciente Frequência da avaliação cardiológica
Pessoas sem fatores de risco Conforme orientação médica
Pessoas com hipertensão, diabetes ou colesterol alto Acompanhamento mais frequente
Pacientes com doença cardíaca diagnosticada Monitoramento individualizado

Pessoas sem fatores de risco

Em adultos saudáveis, a frequência dos exames cardiológicos deve ser individualizada. Em geral, exames de sangue como colesterol, glicemia e função renal são avaliados periodicamente, conforme orientação médica e fatores de risco de cada paciente.

Pessoas com fatores de risco cardiovasculares

Pacientes com hipertensão, diabetes, obesidade, colesterol alto ou histórico familiar de doenças cardiovasculares normalmente precisam de acompanhamento mais frequente e check-up cardíaco regular.

Pacientes com doenças cardíacas

Quem já possui doença cardiovascular diagnosticada precisa de monitoramento regular definido pelo cardiologista, com periodicidade individualizada.

O paciente também pode precisar repetir exames antes do previsto em situações como:

  • Surgimento de sintomas novos;
  • Piora de uma doença já conhecida;
  • Alterações nos exames anteriores;
  • Ajuste de medicações;
  • Pré-operatório;
  • Liberação para atividade física intensa;
  • Após internações ou eventos cardiovasculares.

“Também pode ser necessário repetir antes em situações como início ou ajuste de medicações, pré-operatório, liberação para atividade física intensa ou após internações e eventos cardiovasculares”, descreve Dr. Rente.

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Sintomas que indicam necessidade de repetir exames antes do previsto

Mesmo com exames em dia, alguns sintomas podem indicar a necessidade de avaliação cardiológica imediata.

Os principais sinais de alerta são:

  • Dor ou aperto no peito;
  • Falta de ar;
  • Desmaio;
  • Palpitações intensas ou persistentes;
  • Sudorese fria;
  • Tontura forte;
  • Fraqueza súbita;
  • Dor irradiando para braço, costas, mandíbula ou estômago;
  • Inchaço importante nas pernas;
  • Cansaço excessivo;
  • Queda no rendimento físico.

“Se esses sintomas forem intensos, súbitos ou associados a mal-estar, a pessoa deve procurar pronto atendimento”, aconselha Dr. Rente.

Quais hábitos ajudam a proteger a saúde do coração?

Além dos exames preventivos e consultas regulares, alguns hábitos ajudam a monitorar e proteger a saúde cardiovascular:

Perguntas frequentes sobre quando repetir exames do coração

Preciso fazer check-up cardíaco todo ano?

Depende da idade, histórico familiar, sintomas e fatores de risco. Algumas pessoas precisam de acompanhamento anual, enquanto outras podem ter intervalos maiores definidos pelo cardiologista.

Quem não sente nada precisa fazer exames do coração?

Sim. Muitas doenças cardíacas podem não dar sintomas no início. O check-up cardíaco ajuda na prevenção e no diagnóstico precoce.

A partir de qual idade começar check-up do coração?

Não há idade fixa: o ideal depende do histórico pessoal e familiar.

Eletrocardiograma precisa ser feito todo ano?

Nem sempre. A necessidade de repetir o eletrocardiograma depende da idade, sintomas, prática de atividade física e presença de doenças cardiovasculares.

Exames normais significam que posso demorar para repetir?

Não necessariamente. O acompanhamento preventivo deve ser individualizado, mesmo quando os exames anteriores estão normais.

Quem pratica atividade física precisa fazer exames cardíacos?

Em muitos casos, sim. Pessoas que praticam exercícios intensos ou vão iniciar atividade física podem precisar de avaliação cardiológica para maior segurança.

Mais importante do que repetir exames em intervalos fixos é manter acompanhamento cardiológico regular e atenção aos sinais do corpo. Idade, histórico familiar, estilo de vida e presença de doenças crônicas influenciam diretamente na frequência ideal dos exames do coração.

Se você possui fatores de risco cardiovasculares ou está há muito tempo sem avaliação, agende uma consulta com um cardiologista D’Or.