Resumo do conteúdo:
- A doença mão-pé-boca é uma virose comum em crianças, caracterizada por febre baixa, feridas na boca e bolhas nas mãos e nos pés.
- O tratamento alivia a dor e previne a desidratação, com melhora entre 7 e 10 dias na maioria dos casos.
O que é a doença mão-pé-boca?
A doença mão-pé-boca é uma infecção viral que afeta principalmente crianças de até cinco anos, embora possa ocorrer em adultos, sendo mais comum durante o outono e o inverno e se espalha por meio do contato direto com pessoas infectadas ou com suas secreções.
Essa infecção é causada por vírus do grupo Coxsackie, da família dos Enterovírus, , provocando febre, aftas, feridas dolorosas na boca e manchas ou bolhas nas mãos e nos pés.
Existem diferentes sorotipos de Enterovírus que podem causar a doença, o que significa que uma pessoa pode contraí-la mais de uma vez ao longo da vida, já que o sistema imunológico pode não ter resistência a todas as variantes.
Quais são os sintomas da doença mão-pé-boca?
Os principais sintomas da doença mão-pé-boca são:
- Febre, geralmente baixa;
- Dor de garganta e feridas dolorosas na parte interna dos lábios, bochechas, céu da boca e garganta;
- Manchas ou bolhas vermelhas nas palmas das mãos e solas dos pés;
- Perda de apetite, mal-estar, cansaço e irritação;
- Vômitos ou diarreia, em alguns casos.
Os primeiros sinais da infecção surgem entre 3 e 6 dias após a exposição ao vírus. Com o acompanhamento adequado, o quadro evolui de maneira tranquila na grande maioria das situações.
Se você apresenta sintomas de doença mão-pé-boca , agende uma consulta com um especialista da Rede D’Or para avaliação especializada.
Como é o início da doença mão-pé-boca?
O início da doença mão-pé-boca costuma ser parecido com uma infecção viral comum, com sintomas como febre, dor de garganta, mal-estar, falta de apetite e irritabilidade, especialmente em crianças.
Geralmente, 1 a 2 dias após o início da febre, surgem pequenas feridas ou aftas dolorosas na boca e na garganta. Depois, podem aparecer manchas vermelhas e pequenas bolhas nas mãos, nos pés e, às vezes, em outras áreas da pele.
Como se transmite a doença mão-pé-boca?
A doença mão-pé-boca é altamente contagiosa e pode ser transmitida através de:.
- Inalação de gotículas de saliva ou secreções respiratórias de uma pessoa infectada;
- Contato direto com a pele lesionada ou líquido das bolhas;
- Tocar uma superfície contaminada pelo vírus e levar a mão aos os olhos, nariz ou boca;
- Falta de higiene das mãos após usar o banheiro ou trocar fraldas;
- Contato próximo com crianças infectadas em creches, escolas ou festas;
- Compartilhamento de utensílios pessoais, como copos e escovas de dente;
Novos episódios da doença podem ocorrer, pois o organismo desenvolve proteção contra o vírus responsável pela infecção anterior, mas não necessariamente contra outros vírus da mesma família que também podem causar a infecção.
O que provoca a doença mão-pé-boca?
A doença é provocada por vírus do gênero enterovírus, especialmente o Coxsackievirus A16, Coxsackievirus A6 e Enterovírus 71, mas outros tipos também podem causar a infecção.
A transmissão da infecção ocorre com maior facilidade nos primeiros dias da doença, porém o vírus pode continuar presente nas fezes por semanas após o desaparecimento dos sintomas.
Qual médico trata a doença mão-pé-boca?
Em crianças, o pediatra é o profissional indicado para avaliar os sintomas e orientar os cuidados. Em adultos, a avaliação pode ser feita por um clínico geral ou infectologista.
Como é feito o diagnóstico da doença mão-pé-boca?
O diagnóstico da doença mão-pé-boca é feito pela avaliação clínica da história dos sintomas e observando as feridas na boca, nas mãos e nos pés.
Na maioria dos casos, não são necessários exames. Quando o quadro é atípico, grave ou existe dúvida diagnóstica, testes laboratoriais, como exames de sangue ou de fezes, podem ser solicitados para auxiliar na identificação do vírus ou na exclusão de outras doenças.
Quais são as fases da doença de mão-pé-boca?
A doença mão-pé-boca é dividida em três fases:
| Fase | Duração | Principais características |
| Pródromo | 1 a 2 dias | Febre baixa e mal-estar; |
| Fase aguda | 5 a 7 dias | Aparecimento de feridas na boca, língua e gengivas e manchas ou bolhas vermelhas nas mãos e pés; |
| Recuperação | 7 a 10 dias | Melhora dos sintomas, podendo ocorrer descamação da pele nas semanas seguintes. |
A maioria dos casos evolui de forma leve e se resolve espontaneamente dentro desse período.
Quais são os tratamentos para doença mão-pé-boca?
Os principais tratamentos para doença mão-pé-boca são:
- Hidratação para reduzir o risco de desidratação;
- Alimentação macia e fria, para menor desconforto nas feridas da boca;
- Controle da dor e da febre, conforme orientação médica;
- Cuidados com as bolhas, que devem secar naturalmente sem serem furadas ou espremidas.
Não existe medicamento antiviral específico para a doença mão-pé-boca, o tratamento é voltado para aliviar os sintomas e manter a hidratação durante a recuperação.
Quantos dias de isolamento para doença mão-pé-boca?
O isolamento recomendado para doença mão-pé-boca costuma ser de 7 a 10 dias a contar do início dos sintomas. A pessoa ou criança contaminada pode retornar às atividades rotineiras assim que estiver sem febre há pelo menos 24 horas e com as feridas totalmente secas.
Quanto tempo dura a doença mão-pé-boca?
A doença mão-pé-boca costuma apresentar melhora entre 7 a 10 dias. As feridas e manchas desaparecem gradualmente, embora algumas alterações na pele ou nas unhas possam surgir depois da recuperação.
Como prevenir a doença mão-pé-boca?
Para prevenir a doença mão-pé-boca, é recomendado:
- Lavar as mãos, especialmente após usar o banheiro ou trocar fraldas;
- Limpar e desinfetar brinquedos, superfícies e objetos usados com frequência;
- Evitar compartilhar copos, talheres, mamadeiras e objetos pessoais;
- Manter crianças doentes em casa até que a febre desapareça e as feridas sequem ou formem crostas;
- Cobrir a boca e o nariz ao tossir ou espirrar e higienizar as mãos depois;
- Evitar contato próximo, como beijos e abraços, durante a fase de maior transmissão.
Essas medidas ajudam a reduzir o risco de transmissão. A prevenção da doença depende da manutenção diária de hábitos de higiene no ambiente doméstico e coletivo.
Quais as complicações da doença mão-pé-boca?
A complicação mais comum é a desidratação. As feridas na boca podem causar dor ao engolir e dificultar a ingestão de líquidos.
Raramente, alguns enterovírus, principalmente o Enterovírus A71, podem causar complicações neurológicas, como meningite e encefalite. Também podem ocorrer, de forma incomum, alterações cardíacas como miocardite ou pulmonares como edema pulmonar ou hemorragia pulmonar.
Quais soluções a Rede D’Or oferece?
Na Rede D’Or você pode contar com diversos exames de diagnóstico para identificar a doença mão-pé-boca com precisão, além de profissionais especializados para indicar a melhor forma de tratamento e recomendar os medicamentos essenciais para a sua recuperação, se for preciso.
A Rede D’Or é a maior rede de saúde do Brasil. Está presente nos estados do Rio de Janeiro, Ceará, Paraná, Maranhão, de São Paulo, Minas Gerais, Pernambuco, Sergipe, Alagoas, Mato Grosso do Sul, da Bahia, Paraíba e no Distrito Federal.
O grupo é composto atualmente por hospitais próprios e clínicas oncológicas (Oncologia D’Or), além de atuar em serviços complementares com exames clínicos e laboratoriais, banco de sangue, diálise e ambulatórios de diversas especialidades.
Para garantir a excelência na prestação de serviços, a Rede D’Or adotou a Acreditação Hospitalar, processo de avaliação externa para examinar a qualidade dos serviços prestados conduzido por organizações independentes, como uma de suas principais ferramentas. Os hospitais do grupo já receberam certificações emitidas por organizações brasileiras, como a Organização Nacional de Acreditação (ONA), e internacionais, como a Joint Commission International (JCI), a Metodologia Canadense de Acreditação Hospitalar (QMENTUM IQG), e a American Society of Clinical Oncology (ASCO).
A Rede D’Or ainda oferece aos pacientes críticos o cuidado necessário no momento certo, o que leva a melhores desfechos clínicos e à alocação eficiente de recursos. Por isso, 87 UTIs do grupo receberam o certificado Top Performer 2022, concedido pela Epimed e AMIB – Associação de Medicina Intensiva Brasileira.
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