Resumo do conteúdo:
- Hipertensão pulmonar ocorre quando a pressão nas artérias pulmonares ultrapassa 20 mmHg, causando falta de ar, cansaço, dor no peito, tontura e inchaço.
- O diagnóstico é confirmado por cateterismo cardíaco direito, e o tratamento depende da causa, do tipo e da gravidade da doença.
O que é hipertensão pulmonar?
A hipertensão pulmonar é o aumento da pressão dentro dos vasos sanguíneos dos pulmões, o que pode acontecer devido a uma obstrução por coágulos ou pelo aumento da rigidez e estreitamento das artérias pulmonares.
Como consequência do aumento da pressão nos vasos pulmonares, podem surgir sintomas como falta de ar, cansaço, dor no peito, palpitações, tontura e inchaço nas pernas ou no abdômen.
A hipertensão pulmonar é uma condição grave que pode afetar pessoas de diferentes idades, sendo mais frequente em mulheres e em quem tem doenças cardíacas ou pulmonares prévias. O tratamento depende do tipo de hipertensão pulmonar, da sua causa e gravidade.
Quais são os sintomas de hipertensão pulmonar?
Os principais sintomas de hipertensão pulmonar são:
- Falta de ar (dispneia), principalmente durante esforços físicos;
- Cansaço excessivo sem causa aparente;
- Tontura ou desmaios;
- Lábios ou extremidades com coloração azulada (cianose);
- Palpitação ou dor no peito;
- Inchaço nas pernas, tornozelos ou no abdômen.
A intensidade dos sintomas pode variar conforme a causa e a gravidade da hipertensão pulmonar. É importante procurar avaliação médica assim que os primeiros sintomas surgirem.
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Qual valor é considerado hipertensão pulmonar?
A hipertensão pulmonar é definida tecnicamente quando a pressão média na artéria pulmonar é superior a 20 mmHg em repouso. Essa medição é obtida por meio do cateterismo cardíaco direito.
O que causa hipertensão pulmonar?
Os principais fatores de risco da hipertensão pulmonar são:
- Insuficiência cardíaca e problemas nas válvulas cardíacas;
- DPOC, enfisema e fibrose pulmonar;
- Tromboembolismo pulmonar crônico;
- Doenças autoimunes, como esclerodermia e lúpus;
- Predisposição genética ou mutações hereditárias;
- Medicamentos ou drogas ilícitas, como anfetaminas e cocaína.
Em alguns casos, a causa não é identificada, sendo chamada de hipertensão arterial pulmonar idiopática. Essas condições provocam estreitamento ou bloqueio das artérias pulmonares, dificultando a circulação e forçando o coração a trabalhar mais.
Qual médico trata a hipertensão pulmonar?
Os especialistas responsáveis pela avaliação e acompanhamento da hipertensão pulmonar são o pneumologista e o cardiologista.
Como é feito o diagnóstico da hipertensão pulmonar?
O diagnóstico inicia pela avaliação dos sintomas, histórico de saúde e exame físico. Podem ser solicitados exames como ecocardiograma, raio-X de tórax, tomografia computadorizada, eletrocardiograma e exames de função pulmonar.
O cateterismo cardíaco direito é utilizado para confirmar a hipertensão pulmonar e medir diretamente a pressão da circulação pulmonar.
Quais são os tipos de hipertensão pulmonar?
A hipertensão pulmonar é classificada em cinco grupos, de acordo com a causa e os mecanismos envolvidos:
| Grupo | Tipo | Principais causas ou características |
| 1 | Hipertensão arterial pulmonar (HAP) | Idiopática, hereditária, por medicamentos ou associada a outras doenças. |
| 2 | Hipertensão pulmonar por doença cardíaca esquerda | Insuficiência cardíaca e doenças das válvulas cardíacas. |
| 3 | Hipertensão pulmonar por doença pulmonar ou hipóxia | DPOC, fibrose pulmonar, apneia do sono e falta crônica de oxigênio. |
| 4 | Hipertensão pulmonar por obstrução de artérias pulmonares | Principalmente hipertensão pulmonar tromboembólica crônica. |
| 5 | Hipertensão pulmonar por causas incertas e mecanismos multifatoriais | Associada a doenças hematológicas, metabólicas ou sistêmicas. |
A identificação do grupo é importante para determinar a causa da hipertensão pulmonar e orientar a avaliação e o tratamento adequado.
Como é tratada a hipertensão pulmonar?
As principais opções de tratamento para hipertensão pulmonar são:
- Antagonistas do receptor de endotelina, como bosentana e ambrisentana;
- Inibidores da fosfodiesterase-5, como sildenafila e tadalafila;
- Estimuladores de guanilato ciclase, como riociguate;
- Análogos da prostaciclina, como iloprosta;
- Anticoagulantes, quando indicados para prevenir novos coágulos;
- Diuréticos, quando existe retenção de líquidos.
O tratamento para a hipertensão pulmonar depende do tipo e da gravidade do quadro, visando aliviar sintomas e retardar a progressão da condição.
Em casos selecionados, pode ser indicada cirurgia, como endarterectomia pulmonar para tromboembolismo crônico ou transplante de pulmão quando outras opções não são suficientes para controlar a doença. Saiba quando o transplante de pulmão é indicado.
Hipertensão pulmonar tem cura?
A hipertensão pulmonar geralmente não tem cura, mas pode ser controlada com tratamento adequado. Com o acompanhamento médico contínuo e o tratamento adequado, é possível melhorar a qualidade de vida e reduzir a progressão das alterações vasculares.
Como prevenir a hipertensão pulmonar?
Para reduzir o risco de hipertensão pulmonar, é recomendado:
- Controlar doenças cardíacas e respiratórias de base;
- Evitar o uso de drogas ilícitas, como cocaína e metanfetaminas;
- Tratar adequadamente apneia do sono;
- Manter acompanhamento médico em casos de doenças autoimunes;
- Não fumar e evitar exposição a poluentes.
Nem todos os casos podem ser prevenidos, mas essas ações ajudam a reduzir o risco de desenvolver hipertensão pulmonar ou de piora em quem já tem a condição.
Quais as complicações da hipertensão pulmonar?
Sem o tratamento adequado, a hipertensão pulmonar pode levar à insuficiência cardíaca direita (cor pulmonale), arritmias e episódios de sangramento pulmonar.
Durante a gestação, a condição apresenta elevado risco de complicações graves tanto para a gestante quanto para o bebê, exigindo acompanhamento especializado rigoroso.
Quais soluções a Rede D’Or oferece?
Na Rede D’Or você pode contar com diversos exames de diagnóstico para identificar a hipertensão pulmonar com precisão, além de profissionais especializados para indicar a melhor forma de tratamento e recomendar os medicamentos essenciais para a sua recuperação, se for preciso.
A Rede D’Or é a maior rede de saúde do Brasil. Está presente nos estados do Rio de Janeiro, Ceará, Paraná, Maranhão, de São Paulo, Minas Gerais, Pernambuco, Sergipe, Alagoas, Mato Grosso do Sul, da Bahia, Paraíba e no Distrito Federal.
O grupo é composto atualmente por hospitais próprios e clínicas oncológicas (Oncologia D’Or), além de atuar em serviços complementares com exames clínicos e laboratoriais, banco de sangue, diálise e ambulatórios de diversas especialidades.
Para garantir a excelência na prestação de serviços, a Rede D’Or adotou a Acreditação Hospitalar, processo de avaliação externa para examinar a qualidade dos serviços prestados conduzido por organizações independentes, como uma de suas principais ferramentas. Os hospitais do grupo já receberam certificações emitidas por organizações brasileiras, como a Organização Nacional de Acreditação (ONA), e internacionais, como a Joint Commission International (JCI), a Metodologia Canadense de Acreditação Hospitalar (QMENTUM IQG), e a American Society of Clinical Oncology (ASCO).
A Rede D’Or ainda oferece aos pacientes críticos o cuidado necessário no momento certo, o que leva a melhores desfechos clínicos e à alocação eficiente de recursos. Por isso, 87 UTIs do grupo receberam o certificado Top Performer 2022, concedido pela Epimed e AMIB – Associação de Medicina Intensiva Brasileira.
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