A Ressonância Magnética do Plexo Braquial é um exame sem radiação que produz imagens da rede de nervos entre o pescoço, os ombros e os braços. Ela é indicada principalmente para investigar lesões, inflamações, compressões e tumores.
É um exame de imagem não invasivo que utiliza campo magnético e ondas de radiofrequência para produzir imagens dos nervos localizados entre a coluna cervical, o pescoço, os ombros e as axilas. O método não utiliza radiação ionizante.
O plexo braquial é uma rede de nervos responsável pela sensibilidade e pelos movimentos dos ombros, braços, antebraços e mãos. O exame permite acompanhar o trajeto desses nervos e avaliar os músculos, vasos sanguíneos e tecidos próximos.
É possível realizar a ressonância no lado direito, esquerdo ou nos dois lados. Dependendo da suspeita clínica, pode ser utilizado contraste à base de gadolínio para caracterizar melhor inflamações, tumores e outras alterações.
Sua principal finalidade é investigar alterações que comprometem os nervos do plexo braquial e podem provocar sintomas como dor, fraqueza, dormência ou dificuldade para movimentar o membro superior. O exame também ajuda a identificar a localização e a extensão de uma lesão.
A ressonância magnética do plexo braquial pode auxiliar na avaliação de:
Em alguns casos, o exame é associado à ressonância da coluna cervical, do ombro ou do tórax para diferenciar uma lesão do plexo braquial de outras causas de sintomas no braço. A ressonância com ou sem contraste é considerada apropriada na investigação de diferentes formas de plexopatia braquial.
O paciente permanece deitado de barriga para cima em uma maca, com dispositivos próprios posicionados sobre o pescoço, os ombros e a parte superior do tórax. A maca desliza para o interior do aparelho de ressonância.
Durante o procedimento, é necessário permanecer imóvel para que as imagens sejam registradas com nitidez. Em alguns momentos, a equipe pode pedir que o paciente evite engolir ou prenda a respiração por alguns segundos.
O aparelho produz batidas e ruídos repetitivos, considerados normais. Por isso, são fornecidos protetores auriculares ou fones. A equipe acompanha o paciente durante todo o exame e mantém comunicação por interfone.
Quando há indicação de contraste, um acesso é colocado em uma veia do braço ou da mão para a administração do gadolínio. O procedimento é indolor e costuma durar entre 20 e 40 minutos, embora esse tempo possa variar conforme o protocolo e a necessidade de imagens adicionais.
Não existe um sintoma exclusivo que determine a realização do exame. A indicação depende da avaliação médica, do exame neurológico e dos resultados de outros testes. A ressonância pode ser considerada diante de manifestações como:
Esses sintomas podem ser causados por problemas no plexo braquial, mas também por alterações na coluna cervical, no ombro, nos músculos ou nos nervos periféricos. A avaliação médica é necessária para definir o exame mais adequado.
A ressonância não utiliza raios X e apresenta baixo risco para a maioria das pessoas quando as normas de segurança são seguidas. O principal cuidado está relacionado ao campo magnético, que pode interferir em determinados dispositivos eletrônicos ou interagir com materiais metálicos.
A presença de marca-passo, prótese, clipe cirúrgico ou outro implante não impede automaticamente a realização do exame. A equipe precisa verificar o modelo, o material e as condições de segurança estabelecidas pelo fabricante.
Quando o gadolínio é utilizado, reações alérgicas são pouco frequentes e geralmente leves. Pacientes com comprometimento renal grave precisam de avaliação individualizada antes da aplicação do contraste.
Durante a gravidez, a ressonância sem contraste pode ser realizada quando houver indicação médica. O gadolínio costuma ser evitado e reservado para situações em que sua utilização seja considerada necessária.
Pessoas com claustrofobia, dor intensa ou dificuldade para permanecer imóveis devem avisar previamente a equipe, pois podem ser necessárias medidas de apoio.
Não há valores de referência numéricos para este exame. O resultado é apresentado em um laudo descritivo elaborado pelo médico radiologista. Para uma avaliação precisa, a interpretação deve ser realizada pelo médico solicitante em conjunto com os sintomas, o exame físico e outros métodos diagnósticos.
O neurologista e o neurocirurgião estão entre os especialistas que mais frequentemente solicitam o exame. Contudo, médicos de outras especialidades também podem indicá-lo, entre eles ortopedistas, fisiatras, médicos do esporte e oncologistas, conforme o quadro clínico do paciente.
Documentos obrigatórios: leve pedido médico, carteira do convênio, CPF e documento com foto.
Chegada: compareça com 30 minutos de antecedência em relação ao horário agendado.
Duração: o exame tem duração média de 20 a 40 minutos.
Jejum: não é necessário jejum, exceto se o exame for realizado com anestesia ou sedação (nesse caso, siga as orientações específicas de preparo da anestesia).
Contraindicações: não poderão realizar o exame pacientes com metais intraoculares (exceto lentes de contato), tatuagens ou micropigmentações com menos de quatro semanas, cílios postiços magnéticos ou colados, ou piercings não removidos.
Exames anteriores: leve exames de imagem anteriores relacionados ao problema atual, preferencialmente em mídia digital (CD/DVD com laudo) e/ou com login e senha para acesso remoto, caso sejam de outra instituição. Pessoas com doenças renais devem apresentar um exame de creatinina recente, realizado há no máximo 90 dias.
Acompanhante: menores de 18 anos devem estar acompanhados de um responsável maior de idade, que permanecerá até o fim do exame.
Outras orientações: compareça sem cremes, maquiagem, esmaltes ou produtos no cabelo e retire acessórios metálicos (como correntes, relógios, brincos, piercings e cintos).
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