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Revisão médicaAdiney Ferreira Esteves
CRM SP 14485-1
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Adiney Ferreira Esteves
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Resumo do conteúdo:

  • Colelitíase é a formação de pedras na vesícula e pode causar dor intensa, náuseas e vômitos, principalmente após refeições gordurosas.
  • A ultrassonografia confirma o diagnóstico e o tratamento depende da presença de sintomas e do risco de complicações.

O que é colelitíase?

A colelitíase, conhecida popularmente como pedra na vesícula, é a formação de cálculos dentro da vesícula biliar. Em muitos casos, não causa sintomas, sendo descoberta em exames de imagem realizados por outro motivo, mas pode provocar dor intensa, náuseas e vômitos.

A condição é mais frequente em pessoas com obesidade, diabetes, histórico familiar da doença, gravidez ou perda rápida de peso. O risco também aumenta com o avanço da idade.

Embora muitas pessoas convivam com a doença sem sintomas, algumas podem desenvolver complicações importantes. Quando há sintomas ou complicações, a cirurgia costuma ser o tratamento mais indicado.

Quais são os sintomas de colelitíase?

Quando os sintomas surgem, os mais comuns são:

  • Dor forte no lado superior direito do abdome, que surge de repente;
  • Piora da dor após refeições gordurosas;
  • Sensação de estômago cheio, gases, inchaço e má digestão crônica;
  • Náuseas e vômitos;
  • Sensação de mal-estar e desconforto digestivo.

A dor da colelitíase, conhecida como cólica biliar, geralmente dura de 1 a 5 horas, com pico cerca de 1 hora após o início. Em alguns casos, pode irradiar para as costas ou ombro direito.

Os sintomas de colelitíase podem surgir de forma repentina e variar em intensidade.

Se você apresenta sintomas de colelitíase, agende uma consulta com um especialista da Rede D’Or para avaliação especializada.

O que acontece durante uma crise de colelitíase?

Durante uma crise de colelitíase, um cálculo pode bloquear temporariamente a saída da bile da vesícula biliar. Essa obstrução é responsável por provocar a dor intensa, conhecida como cólica biliar.

Quais são os sinais de alerta para ir ao médico?

Você deve procurar um pronto-socorro imediatamente se a dor no abdome durar mais de 6 horas seguidas. O surgimento de febre alta, pele e olhos amarelados (icterícia) ou calafrios indicam que a doença se complicou e precisa de atendimento urgente.

A Rede D’Or conta com unidades de emergência abertas 24 horas por dia e prontas para te atender.

O que causa colelitíase?

A formação de pedras envolve fatores genéticos, metabólicos e alterações na contração (motilidade) da vesícula biliar. As principais causas de colelitíase são:

  • Obesidade, diabetes tipo 2 e colesterol elevado;
  • Perda rápida de peso ou cirurgia bariátrica;
  • Gravidez, terapia de reposição com estrogênio ou pílulas anticoncepcionais;
  • Idade avançada, sexo feminino e histórico familiar;
  • Sedentarismo e hábitos alimentares inadequados.

Outros fatores são gordura no fígado não relacionada à bebidas alcoólicas, jejum prolongado ou anemia hemolítica.

O uso de certos medicamentos, como semaglutida, liraglutida ou dulaglutida, também podem aumentar o risco de colelitíase, especialmente quando promovem perda de peso significativa.

Esses fatores juntos aumentam a chance de formação de pedras, mas ter um ou outro não significa que a doença irá surgir.

Qual médico trata a colelitíase?

A avaliação inicial pode ser feita pelo clínico geral, e para investigação e tratamento, o acompanhamento é feito por gastroenterologista. Caso haja necessidade de realizar a retirada da vesícula, o cirurgião geral ou o cirurgião do aparelho digestivo realiza o procedimento.

Em crianças ou adolescentes, o acompanhamento deve ser realizado pelo pediatra, gastroenterologista pediátrico e pelo cirurgião pediátrico.

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Como é feito o diagnóstico da colelitíase?

O diagnóstico da colelitíase é feito pela avaliação dos sintomas, do histórico de saúde e dos fatores de risco. São também realizados exames físicos específicos na região do abdome para detectar pontos de dor intensa que sugerem a inflamação do órgão.

Para confirmar a suspeita, podem ser solicitados exames de imagem, sendo a ultrassonografia abdominal o exame de primeira escolha. Exames de sangue, colangiorressonância e tomografia também servem para avaliar o canal biliar e descartar infecções.

Quais são os tratamentos para colelitíase?

O tratamento da colelitíase depende da presença de sintomas, do risco de complicações e do estado geral de saúde. Quando há sintomas ou complicações, o tratamento pode incluir:

  • Medicamentos para aliviar a dor durante as crises;
  • Cirurgia para retirar a vesícula biliar (colecistectomia);
  • Tratamento endoscópico quando há pedras nos ductos biliares;
  • Medicamentos específicos para tentar dissolver pedras bem pequenas em casos que não podem operar;
  • Cuidados hospitalares quando surgem complicações, como colecistite ou pancreatite.

A escolha do melhor caminho depende de uma avaliação criteriosa realizada pelo especialista.

Quando a cirurgia é necessária?

Na maioria dos casos, pessoas com colelitíase e que não apresentam sintomas não precisam de cirurgia, sendo recomendado apenas o acompanhamento médico.

A cirurgia é indicada principalmente quando as pedras na vesícula causam sintomas ou complicações.

O que acontece se não realizar a cirurgia para colelitíase?

Se você tem indicação de cirurgia e opta por não realizá-la, aumenta o risco de complicações causadas pelas pedras na vesícula, como:

  • Colecistite aguda (inflamação da vesícula biliar);
  • Obstrução dos ductos biliares;
  • Pancreatite biliar (inflamação do pâncreas causada por uma pedra);
  • Perfuração da vesícula biliar;
  • Peritonite, uma infecção grave da cavidade abdominal.

Por isso, é importante seguir o tratamento recomendado pelo médico e a cirurgia, quando indicada, para evitar complicações graves que podem colocar a vida em risco.

Colelitíase tem cura?

Quando há indicação de cirurgia e a vesícula biliar é retirada, as pedras deixam de se formar nesse órgão, resolvendo a causa da colelitíase.

Nos casos sem sintomas, muitas pessoas permanecem toda a vida sem necessidade de tratamento. Por isso, a decisão sobre acompanhar ou operar depende da avaliação individual e da presença de fatores que aumentem o risco de complicações.

Como prevenir a colelitíase?

Para prevenir a colelitíase, é recomendado:

  • Manter um peso adequado e evitar o ganho excessivo de peso;
  • Praticar atividade física regularmente;
  • Consumir uma alimentação rica em fibras, frutas e vegetais;
  • Evitar perdas muito rápidas de peso;
  • Reduzir o consumo de alimentos ultraprocessados e ricos em açúcar.

Adotar essas mudanças simples no cotidiano melhora o funcionamento de todo o corpo e evita complicações futuras.

Quais soluções a Rede D’Or oferece?

Na Rede D’Or você pode contar com diversos exames de diagnóstico para identificar a colelitíase com precisão, além de profissionais especializados para indicar a melhor forma de tratamento e recomendar os medicamentos essenciais para a sua recuperação, se for preciso.

A Rede D’Or é a maior rede de saúde do Brasil. Está presente nos estados do Rio de Janeiro, Ceará, Paraná, Maranhão, de São Paulo, Minas Gerais, Pernambuco, Sergipe, Alagoas, Mato Grosso do Sul, da Bahia, Paraíba e no Distrito Federal.

O grupo é composto atualmente por hospitais próprios e clínicas oncológicas (Oncologia D’Or), além de atuar em serviços complementares com exames clínicos e laboratoriais, banco de sangue, diálise e ambulatórios de diversas especialidades.

Para garantir a excelência na prestação de serviços, a Rede D’Or adotou a Acreditação Hospitalar, processo de avaliação externa para examinar a qualidade dos serviços prestados conduzido por organizações independentes, como uma de suas principais ferramentas. Os hospitais do grupo já receberam certificações emitidas por organizações brasileiras, como a Organização Nacional de Acreditação (ONA), e internacionais, como a Joint Commission International (JCI), a Metodologia Canadense de Acreditação Hospitalar (QMENTUM IQG), e a American Society of Clinical Oncology (ASCO).

A Rede D’Or ainda oferece aos pacientes críticos o cuidado necessário no momento certo, o que leva a melhores desfechos clínicos e à alocação eficiente de recursos. Por isso, 87 UTIs do grupo receberam o certificado Top Performer 2022, concedido pela Epimed e AMIB – Associação de Medicina Intensiva Brasileira.

Conte com a Rede D’Or sempre que precisar!

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