Resumo do conteúdo:
- Alotriofagia é a ingestão persistente de substâncias não alimentares, como terra, gelo, papel, cabelo ou tinta, por pelo menos um mês.
- Pode estar associada à deficiência de ferro, gravidez e condições do neurodesenvolvimento, e pode causar intoxicação e obstruções.
O que é alotriofagia?
A alotriofagia, também chamada de síndrome de pica, é um transtorno alimentar caracterizado pela ingestão persistente ou desejo recorrente de ingerir coisas que não são alimentos e não têm valor nutritivo, como terra ou papel.
A condição pode ocorrer com mais frequência na infância, na gravidez e em pessoas com deficiências nutricionais ou alterações no neurodesenvolvimento.
Dependendo do material ingerido, pode causar intoxicação, infecções ou obstruções. O diagnóstico precoce ajuda a interromper o comportamento e evita complicações.
Quais são os sintomas de alotriofagia?
Os principais sintomas de alotriofagia são:
- Desejo contínuo de ingerir coisas sem valor nutritivo;
- Consumo frequente de terra, gelo, papel, tinta, sabão ou cabelo;
- Persistência do comportamento por um período mínimo de um mês;
- Dores abdominais, prisão de ventre ou diarreia frequente;
- Sinais de intoxicação, como saliva excessiva e vômitos.
Os sinais variam conforme o material do item ingerido e podem causar infecção e danos aos dentes.
Se você apresenta sintomas de alotriofagia, agende uma consulta com um especialista da Rede D’Or para avaliação especializada.
Alotriofagia na gravidez: por que acontece?
Na gravidez, a alotriofagia pode estar associada à falta de ferro ou a outros fatores ainda não totalmente esclarecidos, surgindo o desejo por gelo ou terra. Entretanto, não é possível afirmar que todo desejo por gelo ou terra seja alotriofagia.
O que causa alotriofagia?
Os principais fatores associados a alotriofagia são:
- Deficiência de ferro, zinco ou outros nutrientes;
- Gravidez e anemia por deficiência de ferro;
- Condições do neurodesenvolvimento, como Transtorno do Espectro Autista;
- Depressão, esquizofrenia, TOC e outras condições de saúde mental;
- Estresse, ansiedade, negligência e fatores psicossociais desfavoráveis.
A causa exata da alotriofagia ainda não é totalmente conhecida. O comportamento pode estar relacionado a fatores nutricionais, psicológicos, ambientais e do desenvolvimento.
Qual médico trata a alotriofagia?
A avaliação inicial pode ser realizada pelo clínico geral ou pelo pediatra. Também podem participar do cuidado o psiquiatra, psicólogo, nutricionista e especialistas em desenvolvimento infantil.
Como é feito o diagnóstico da alotriofagia?
O diagnóstico é feito pela avaliação dos hábitos alimentares e da duração do comportamento, que deve persistir por pelo menos um mês. Também é avaliado se a prática não corresponde a hábitos culturais ou à fase inicial de exploração oral dos bebês.
Podem ser solicitados exames de sangue para avaliar ferro, zinco, anemia ou exames de imagem do abdome, como radiografia, quando houver suspeita de infecção, intoxicação ou obstrução.
A alotriofagia pode ser um sintoma de autismo?
A alotriofagia pode ocorrer junto com o autismo, mas não confirma o diagnóstico. Em algumas pessoas autistas, o comportamento pode estar relacionado à busca sensorial, à dificuldade de controlar impulsos ou à tentativa de aliviar tensão.
Quais são os tratamentos para alotriofagia?
O tratamento para alotriofagia é individualizado e pode incluir:
- Correção de deficiências nutricionais quando identificadas;
- Intervenções comportamentais para reduzir a ingestão de substâncias não alimentares;
- Adequação do ambiente para impedir o acesso a substâncias e objetos perigosos;
- Psicoterapia para ansiedade, estresse ou outras condições associadas;
- Tratamento específico em casos de intoxicação, infecção ou alterações no sistema digestivo.
O tratamento depende da causa, da substância ingerida, da idade e dos riscos envolvidos e deve ser feito com orientação médica.
A alotriofagia tem cura?
A evolução da alotriofagia varia, e algumas pessoas deixam de apresentar o comportamento após o tratamento das causas. Outras podem precisar de acompanhamento prolongado como nos casos ligados ao neurodesenvolvimento em que o controle pode ocorrer por meio de intervenções comportamentais e suporte terapêutico.
Como prevenir a alotriofagia?
Para prevenir a alotriofagia, é recomendado:
- Realizar exames quando houver indicação profissional;
- Garantir alimentação variada e rica em nutrientes desde a infância;
- Manter produtos tóxicos e objetos perigosos fora do alcance;
- Buscar apoio psicológico diante de momentos de estresse elevado;
- Orientar familiares e pessoas que convivem com a criança sobre o comportamento.
Não existe uma forma específica de prevenir a alotriofagia. Essas medidas ajudam principalmente a reduzir o risco de intoxicação, engasgo, infecções e outras complicações.
Quais soluções a Rede D’Or oferece?
Na Rede D’Or você pode contar com diversos exames de diagnóstico para identificar a alotriofagia com precisão, além de profissionais especializados para indicar a melhor forma de tratamento e recomendar os medicamentos essenciais para a sua recuperação, se for preciso.
A Rede D’Or é a maior rede de saúde do Brasil. Está presente nos estados do Rio de Janeiro, Ceará, Paraná, Maranhão, de São Paulo, Minas Gerais, Pernambuco, Sergipe, Alagoas, Mato Grosso do Sul, da Bahia, Paraíba e no Distrito Federal.
O grupo é composto atualmente por hospitais próprios e clínicas oncológicas (Oncologia D’Or), além de atuar em serviços complementares com exames clínicos e laboratoriais, banco de sangue, diálise e ambulatórios de diversas especialidades.
Para garantir a excelência na prestação de serviços, a Rede D’Or adotou a Acreditação Hospitalar, processo de avaliação externa para examinar a qualidade dos serviços prestados conduzido por organizações independentes, como uma de suas principais ferramentas. Os hospitais do grupo já receberam certificações emitidas por organizações brasileiras, como a Organização Nacional de Acreditação (ONA), e internacionais, como a Joint Commission International (JCI), a Metodologia Canadense de Acreditação Hospitalar (QMENTUM IQG), e a American Society of Clinical Oncology (ASCO).
A Rede D’Or ainda oferece aos pacientes críticos o cuidado necessário no momento certo, o que leva a melhores desfechos clínicos e à alocação eficiente de recursos. Por isso, 87 UTIs do grupo receberam o certificado Top Performer 2022, concedido pela Epimed e AMIB – Associação de Medicina Intensiva Brasileira.
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