O exame de inibidor do fator VIII detecta anticorpos que impedem a ação deste fator, essencial para a coagulação do sangue. Ele é utilizado principalmente para avaliar o tratamento de pacientes com hemofilia A.
Informação importante
Este exame não necessita de agendamento.
É um teste laboratorial que avalia a presença de anticorpos que neutralizam a ação do fator VIII da coagulação sanguínea. Este exame é fundamental no acompanhamento de pessoas com hemofilia A, uma condição hereditária que causa sangramentos anormais devido à deficiência do fator VIII.
Após o início do tratamento da doença, o organismo pode desenvolver anticorpos (inibidores) contra o fator VIII, o que compromete sua efetividade. Por isso, identificar a presença e a quantidade desses inibidores é importante para realizar ajustes no plano terapêutico e prevenir complicações.
Este exame é utilizado principalmente para monitorar pacientes com hemofilia A, que iniciaram ou estão em tratamento com fator VIII, de modo a avaliar o plano terapêutico e, se necessário, realizar ajustes para garantir sua efetividade.
Também pode ser solicitado para investigar sangramentos incomuns em pessoas que não têm hemofilia diagnosticada, mas podem ter desenvolvido inibidores adquiridos do fator VIII. Eles podem ser encontrados em indivíduos com condições como artrite reumatoide, lúpus, eritema multiforme, asma brônquica, dermatite herpetiforme, gamopatias monoclonais e alguns tipos de câncer.
O exame é feito por meio de uma amostra de sangue, coletada por punção venosa. Em seguida, o material é analisado em laboratório para verificar se existem anticorpos inibidores que estejam interferindo na função do fator VIII. É um processo simples, sendo relativamente rápido e indolor.
Um resultado normal não apresenta inibidores detectados no sangue, ou seja, aparece como “indetectável”. Isso significa que o corpo não produziu anticorpos que atrapalham a ação do fator VIII, o que é o esperado em pessoas saudáveis ou em pacientes com hemofilia A que não desenvolveram resistência ao tratamento.
Já o limite inferior de detecção (menor quantidade que o exame consegue identificar com segurança) é de 0,5 Unidade Bethesda (UB). Desta forma, se houver uma quantidade de inibidor abaixo desse valor, o teste pode não detectar, e o resultado será considerado negativo.
É comum que o paciente se pergunte como interpretar o exame de fator VIII do inibidor, mas isso deve ser feito pelo médico para garantir uma avaliação precisa.
O exame costuma ser solicitado por hematologistas, especialistas em doenças que afetam o sangue. No entanto, em situações específicas, médicos de outras especialidades também podem requisitá-lo, entre eles clínicos gerais e pediatras.
De modo geral, não há necessidade de preparo específico para realizar este exame, mas é fundamental seguir todas as instruções do médico ou do laboratório responsável para garantir um resultado preciso.
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