O exame de cortisol avalia o hormônio do estresse. Entenda para que serve, preparo, valores de referência e quando procurar um especialista da Rede D’Or.
Informação importante
Este exame não necessita de agendamento.
O cortisol é um hormônio produzido pelas glândulas suprarrenais, que ajuda o corpo a reagir a situações de estresse físico e emocional, controlar a pressão, o açúcar no sangue e o metabolismo.
O exame de cortisol mede a quantidade desse hormônio no sangue, na urina ou na saliva, sendo indicado quando há suspeita de alteração no funcionamento das glândulas suprarrenais ou da hipófise, que é a glândula que controla sua produção.
Os resultados ajudam o médico a entender se o cortisol está alto, baixo ou dentro do esperado para o horário da coleta. Valores alterados exigem investigação mais detalhada.
O exame de cortisol serve para avaliar como o corpo está produzindo esse hormônio ao longo do dia. Como o cortisol varia conforme o horário, o teste ajuda a entender se essa variação está acontecendo de forma adequada.
O exame ajuda a identificar se há cortisol alto (excesso) ou cortisol baixo (deficiência), auxiliando na investigação de doenças hormonais que afetam o equilíbrio do organismo.
Por isso, é um exame importante quando há sintomas persistentes sem causa aparente.
O exame costuma ser indicado pelo médico quando há sinais e sintomas de alteração no cortisol, como:
Esses sintomas não confirmam doenças, mas ajudam a guiar a investigação para saber se a pessoa está com excesso ou falta de cortisol.
O cortisol ajuda o organismo a reagir ao estresse, manter a pressão arterial, controlar o açúcar no sangue e regular inflamações.
Além disso, também influencia o sono, o apetite e a energia diária.
Como esse hormônio é controlado pela glândula hipófise (que fica no cérebro) e produzido pelas glândulas suprarrenais (que ficam sobre os rins), o teste ajuda a identificar se essas glândulas estão funcionando adequadamente.
O preparo para o exame cortisol varia conforme o tipo de coleta (sangue, urina ou saliva) e o horário em que o material será colhido.
Em todos os casos, é importante informar ao laboratório e ao médico todos os medicamentos que está usando.
Esses cuidados ajudam a garantir que o resultado reflita a produção real de cortisol no organismo.
Sim. Atividade física intensa, estresse, uso de alguns medicamentos e o não cumprimento das orientações de preparo podem interferir nos níveis de cortisol e impactar o resultado do exame.
O exame de cortisol pode ser realizado de diferentes maneiras. O tipo de coleta é escolhido pelo médico de acordo com os sintomas e a suspeita clínica.
O exame de cortisol salivar é feito por meio da coleta de saliva com um cotonete (swab) ou em um tubo, em casa ou no laboratório.
Normalmente, a coleta ocorre em horários determinados, podendo ser necessária mais de uma amostra no mesmo dia. Esse método é especialmente útil para avaliar o ritmo circadiano do cortisol (variações) ao longo do dia. Entenda como é feito o exame de cortisol salivar.
O exame de cortisol sérico é o mais comum. A coleta é feita por meio de uma amostra de sangue retirada da veia do braço, geralmente no período da manhã, quando os níveis de cortisol costumam estar mais elevados.
O horário da coleta é fundamental, pois o cortisol varia ao longo do dia.
O exame de cortisol livre na urina 24 horas é feito coletando toda a urina produzida ao longo de 24 horas em um recipiente fornecido pelo laboratório.
Deve-se descartar a primeira urina da manhã, e anotar o horário dessa urina no frasco de coleta. A partir desse momento, toda vez que for urinar, deve-se colocá-la dentro do frasco.
É importante manter o frasco bem tampado na geladeira durante todo o processo de coleta e retirar da geladeira só quando for urinar, ou conforme orientação do laboratório, e levar o frasco no dia seguinte ao laboratório.
Os valores de referência do cortisol são:
| Tipo de exame | Valor de referência (normal) |
| Cortisol sérico (sangue) | Antes das 10 horas: 5 a 23 μg/dL Após 17 horas: 3 a 16 μg/dL |
| Cortisol na urina 24 horas | Menor que 60 μg/24h em adultos saudáveis |
| Cortisol salivar | Manhã (entre 6h e 10h): menor que 0,75 µg/mL Tarde/noite (entre 16h e 20h): menor que 0,24 µg/mL |
Não existe um “valor universal” fixo para todos os exames de cortisol, pois os laboratórios podem usar faixas diferentes com base nos métodos e equipamentos.
Por isso, a interpretação do exame de cortisol deve sempre ser feita pelo médico considerando o horário da coleta, o quadro clínico e o uso de medicamentos, pois variações isoladas nem sempre indicam doença.
Dúvidas no seu exame? Consulte um endocrinologista da Rede D’Or próximo a você.
Sim. Situações de estresse físico ou emocional podem elevar temporariamente os níveis de cortisol.
O cortisol é considerado alto quando o resultado está acima do valor de referência do laboratório para o tipo de amostra (sangue, urina ou saliva) e horário da coleta.
Nessa situação, o médico geralmente investiga causas, sempre analisando os sintomas e outros exames.
Sim, é comum que os níveis de cortisol subam naturalmente durante a gestação. O médico deve avaliar o resultado considerando esse estado.
O cortisol alto (hipercortisolismo) pode estar relacionado a:
Além disso, obesidade, depressão, alcoolismo e algumas doenças crônicas podem causar aumento transitório do cortisol, semelhante a síndrome de Cushing, chamado síndrome de pseudo-Cushing.
O uso de anticoncepcionais orais também pode elevar falsamente o cortisol total no sangue (sérico), sem que a pessoa tenha uma doença.
É importante ressaltar que um único exame alterado não fecha diagnóstico, e a investigação costuma incluir outros testes hormonais e de imagem.
Os sintomas mais comuns de cortisol alto são ganho de peso (principalmente no abdômen), rosto arredondado, pressão alta ou fraqueza muscular.
Também podem surgir alterações no humor e pele mais fina e sensível.
No entanto, nem todas as pessoas apresentam esses sintomas. Por isso, a avaliação médica é essencial e deve ser feita de forma individualizada.
O cortisol baixo pode estar associado a:
Níveis baixos de cortisol podem ser graves e levar a uma crise adrenal se não tratados.
Os sintomas comuns incluem fadiga persistente, fraqueza muscular, perda de peso, pressão arterial baixa e dor abdominal. Saiba identificar os sintomas de cortisol baixo.
Em alguns casos, níveis baixos de cortisol podem ser graves e exigem avaliação médica, pois podem estar associados à insuficiência adrenal e risco de crise adrenal.
Você pode realizar o seu exame de cortisol com total conforto e segurança em uma das unidades da Rede D’Or.
Contamos com equipamentos modernos e equipes treinadas para garantir um resultado preciso.
A avaliação com um especialista é indicada quando há sintomas persistentes, exames alterados ou suspeita de doenças hormonais que afetam a produção de cortisol.
As alterações do cortisol, tanto cortisol alto quanto cortisol baixo, costumam ser avaliadas principalmente pelo endocrinologista, médico especialista em hormônios e glândulas endócrinas.
Em crianças e adolescentes, o endocrinologista pediátrico (ou endocrinopediatra) é o especialista que faz a avaliação detalhada de alterações do crescimento, puberdade e hormônios, incluindo o cortisol.
O clínico geral ou o pediatra muitas vezes identifica os primeiros sinais e encaminha para o especialista quando necessário.
Quando o exame cortisol está alterado ou há forte suspeita de problema hormonal, o médico pode pedir outros testes para completar a investigação.
Alguns dos exames que podem ser solicitados são:
A indicação desses exames é sempre individualizada, definida pelo médico de acordo com os sintomas, idade e outras condições de saúde.
O preparo pode variar de acordo com o tipo de exame:
O uso de certos medicamentos, como corticosteroides, pode interferir nos resultados e deve ser informado ao médico e/ou laboratório responsável.
O prazo pode variar de acordo com a unidade. Por favor, entre em contato com sua unidade de preferência para confirmar o prazo.
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