O antibiograma é um exame que identifica a sensibilidade da bactéria aos antibióticos, possibilitando ao médico indicar o antibiótico mais aconselhado para agir sobre a infecção do paciente.
Informação importante
Este exame não necessita de agendamento.
Antibiograma é um teste laboratorial que analisa quais antibióticos conseguem combater uma bactéria específica, pois testa sua sensibilidade e resistência, ajudando o médico a escolher o tratamento mais eficaz e seguro para a infecção.
Também conhecido como Teste de Sensibilidade a Antimicrobianos (TSA), esse exame costuma ser indicado quando há suspeita de infecção bacteriana ou quando o tratamento inicial não funciona bem, ajudando a ajustar o antibiótico de forma mais precisa.
O resultado do antibiograma indica se a bactéria é sensível, resistente ou tem resposta intermediária aos antibióticos testados, o que orienta o médico na escolha da melhor opção de antibiótico.
O exame de antibiograma serve para identificar a sensibilidade ou resistência de uma bactéria a diferentes antibióticos. Isso torna o tratamento mais direcionado e aumenta as chances de cura.
Além disso, o exame ajuda a evitar o uso desnecessário de antibióticos inadequados, o que reduz o risco de resistência bacteriana.
Sim. O antibiograma é um exame usado apenas para infecções causadas por bactérias, pois testa como uma bactéria reage aos antibióticos.
Antibióticos atuam exclusivamente contra bactérias e não são eficazes no tratamento de infecções virais, fúngicas ou parasitárias.
Quando a infecção é causada por fungos, por exemplo, são usados outros exames específicos, que avaliam a resposta a medicamentos antifúngicos.
O antibiograma pode ser solicitado em diferentes situações, sendo as mais comuns:
Essas situações ajudam a entender quando o médico deve solicitar o antibiograma, sempre considerando a história clínica, o exame físico e outros exames de apoio.
Nem sempre. Em infecções urinárias simples, o médico pode tratar apenas com a história clínica e o exame físico. Já em infecções recorrentes, complicadas ou em grupos especiais, como gestantes, a urocultura com antibiograma ajuda a orientar melhor o tratamento. Entenda quando a urocultura é indicada.
A coleta para o exame de cultura e antibiograma depende do local da infecção e é definida pelo profissional de saúde.
Entre as principais formas de coleta estão:
Outros líquidos do corpo, como líquidos de articulações ou cavidades, também podem ser coletados, conforme a suspeita clínica.
Em todos os casos, a coleta é feita de forma protegida, seguindo regras de segurança, para diminuir o risco de contaminação e garantir que o exame antibiograma represente realmente a infecção.
Não. A cultura identifica a bactéria, e o antibiograma testa a sensibilidade aos antibióticos.
Depois da coleta, o material é enviado ao laboratório, onde é feita primeiro a cultura, ou seja, o crescimento das bactérias em meios especiais. Assim que a bactéria cresce, começa o Teste de Sensibilidade a Antimicrobianos (TSA), que é o próprio exame de antibiograma.
Entre as técnicas mais usadas estão:
No antibiograma por difusão em agar, colocam-se pequenos discos de papel com antibiótico sobre a placa. Ao redor de cada disco forma-se uma área sem crescimento (zona de inibição) que é medida para saber se a bactéria é sensível ou resistente.
No antibiograma baseado em diluição, a bactéria é colocada em contato com diferentes concentrações de cada antibiótico em tubos ou placas.
Esse método ajuda a determinar a menor quantidade de medicamento capaz de impedir o crescimento bacteriano, chamada de concentração inibitória mínima (MIC).
O antibiograma automatizado usa equipamentos modernos, principalmente em hospitais, que aceleram a análise e aumentam a precisão dos resultados.
Esses aparelhos utilizam painéis com vários antibióticos e já calculam automaticamente a concentração inibitória mínima (MIC) e a classificação (sensível, intermediário, resistente).
Em alguns casos, métodos rápidos de antibiograma conseguem orientar o tratamento em poucas horas, principalmente em infecções urinárias e em pacientes graves, ajudando a iniciar o antibiótico adequado mais cedo.
O resultado do exame de antibiograma geralmente vem em forma de tabela, com o nome da bactéria encontrada, a lista de antibióticos testados e uma classificação ao lado de cada um, como “S”, “I” ou “R”.
Desta forma, o laudo pode constar:
| Resultado | O que significa |
| S – Sensível | O antibiótico funciona bem, sendo uma boa opção para tratar a infecção. |
| I – Intermediário | Efeito limitado. O antibiótico pode funcionar em situações específicas. |
| R – Resistente | O antibiótico não funciona contra a bactéria. |
Em geral, o médico prioriza antibióticos classificados como Sensível (S), considerando também fatores clínicos individuais, como local da infecção, idade da pessoa, possíveis alergias, efeitos colaterais e forma de uso do antibiótico, como oral ou injetável.
É importante ressaltar que não se deve escolher antibiótico por conta própria, mesmo com o exame em mãos.
Dúvidas no seu exame? Consulte um especialista da Rede D’Or próximo a você.
Em alguns laudos, além das letras “S”, “I” e “R”, pode aparecer um número chamado CIM ou MIC (Concentração Inibitória Mínima), que é a menor quantidade de antibiótico necessária para impedir o crescimento da bactéria em laboratório.
De forma geral, o MIC ou CIM pode ser apresentado como:
Apenas o médico pode interpretar corretamente esse dado, considerando o quadro clínico da pessoa.
Após a coleta, a pessoa pode seguir sua rotina normalmente. Se houve coleta de sangue, basta manter o curativo por alguns minutos. Se foi feita uma punção lombar, o médico dará orientações específicas sobre repouso.
O mais importante é aguardar o resultado para iniciar ou ajustar o antibiótico conforme a orientação médica.
Embora raro, podem ocorrer erros se a amostra for contaminada por bactérias externas (como as das mãos ou da pele) ou se a pessoa já estiver usando antibióticos no momento da coleta. Nesses casos, o resultado pode não ser confiável e o médico pode pedir uma nova coleta.
Não existem contraindicações para o antibiograma em si, pois ele é feito no laboratório.
O que pode haver são restrições ao método de coleta, como em pacientes com problemas graves de coagulação que precisam fazer punções, mas esses casos são avaliados individualmente pela equipe médica.
Diversos especialistas podem solicitar o exame antibiograma, dependendo do tipo e do local da infecção:
Em casos mais complexos, como infecções repetidas ou resistentes, costuma haver acompanhamento de especialistas, muitas vezes com apoio de equipes de controle de infecção e de programas de uso racional de antibióticos nos hospitais.
Você pode realizar seu exame de antibiograma com total segurança e tecnologia de ponta nas unidades da Rede D’Or.
Contamos com profissionais especializados para garantir uma coleta humanizada e resultados precisos.
Não ignore sinais de infecção. Um diagnóstico preciso é o primeiro passo para uma recuperação segura e sem complicações.
Se você recebeu pedido de cultura com antibiograma ou tem dúvidas sobre infecção e uso de antibióticos, procure um médico da Rede D’Or para uma avaliação individualizada, interpretação segura dos resultados e definição do melhor plano de cuidado.
Na maioria dos casos, o exame de antibiograma não exige jejum. O preparo depende do tipo de amostra coletada, como urina, sangue ou secreções.
O laboratório ou o médico orienta sobre cuidados específicos, como higiene local antes da coleta ou uso de frasco estéril.
Posso tomar antibiótico antes de fazer o exame?
O ideal é coletar antes de iniciar o remédio. Se já começou, avise o laboratório e o médico, pois o medicamento pode impedir o crescimento da bactéria no teste, gerando um resultado “falso negativo”.
A decisão do uso de antibiótico antes do antibiograma deve ser sempre combinada com o médico, que avalia riscos e benefícios em cada situação.
O prazo pode variar de acordo com a unidade. Por favor, entre em contato com sua unidade de preferência para confirmar o prazo.
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