A dosagem de proteína total e suas frações no líquido ascítico é essencial para ajudar a identificar a causa do acúmulo de líquido na cavidade abdominal, diferenciando processos hepáticos de outras doenças como infecções ou câncer.
Informação importante
Este exame não necessita de agendamento.
O exame de proteína total e frações no líquido ascítico analisa a quantidade de proteínas presentes no líquido que se acumula dentro do abdômen, chamado ascite. Esse acúmulo pode ocorrer por diversas causas, como doenças do fígado, câncer ou infecções.
A análise é feita em uma amostra retirada por um procedimento chamado paracentese, que permite avaliar a natureza desse líquido e se ele tem baixa ou alta concentração de proteínas, o que dá pistas importantes sobre a origem da ascite.
As “frações” geralmente incluem a albumina, uma das principais proteínas do corpo, e sua dosagem permite o cálculo do gradiente de albumina soro-ascite (GASA), muito útil no diagnóstico.
Este exame é fundamental para ajudar o médico a entender a causa da ascite. Quando a quantidade de proteína no líquido é baixa, isso sugere que a origem pode estar relacionada a um problema de pressão nos vasos sanguíneos, como ocorre na cirrose hepática. Esse tipo de líquido é chamado de transudato.
Por outro lado, se a concentração de proteína for alta, o exame pode indicar um processo inflamatório, infeccioso ou tumoral, como câncer peritoneal ou tuberculose abdominal. Esse tipo é conhecido como exsudato.
Além disso, o exame permite calcular o GASA, que é a diferença entre os níveis de albumina no sangue e no líquido ascítico. Esse índice ajuda a distinguir se a ascite tem relação com hipertensão portal, comum em doenças hepáticas.
A amostra do líquido ascítico é obtida por meio da paracentese, um procedimento em que o médico insere uma agulha fina na cavidade abdominal para retirar uma pequena quantidade de líquido. Esse procedimento é feito com o paciente deitado, em ambiente estéril, geralmente com anestesia local.
O líquido coletado é então enviado ao laboratório, onde são medidos os níveis de proteína total e, quando solicitado, as frações como a albumina. A análise é feita por métodos bioquímicos específicos e o resultado costuma ficar pronto em poucos dias, dependendo do laboratório.
Os valores de referência podem variar de acordo com o laboratório e a metodologia utilizada, mas, em geral:
Além disso, o cálculo do GASA é uma ferramenta complementar muito utilizada. Um valor igual ou maior que 1,1 g/dL sugere que a ascite está relacionada à hipertensão portal.
Este exame pode ser solicitado por hepatologistas e gastroenterologistas, especialmente em pacientes com suspeita de cirrose ou outras doenças do fígado. Também é frequentemente requisitado por clínicos gerais, infectologistas e oncologistas quando há a necessidade de investigar a causa da ascite, seja ela por infecção, neoplasia ou distúrbios inflamatórios.
Não há preparo. Contudo, é fundamental seguir todas as orientações do médico ou do laboratório responsável para garantir resultados precisos.
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